Eternos Ídolos: Gildo

Gildo Fernandes de Oliveira, o Gildo, é apontado pelos próprios torcedores como o maior ídolo que o Ceará teve em 90 anos. A prova mais marcante para Gildo Fernandes de Oliveira, de que ele era realmente amado pela torcida do Ceará veio há tempos. Depois de uma década defendendo o clube do coração, o atacante não teve o contrato renovado, em 1971, e foi parar no Calouros do Ar. No ano seguinte, ele enfrentou o Vovô, em um torneio amistoso. Na oportunidade, Gildo foi ovacionado pela torcida alvinegra toda vez que tocava na bola. “Aquilo foi uma honra para mim”, relembra.

Escolhido como o maior jogador da história do Ceará na votação da Seleção de Todos os Tempos do clube, realizada pelo jornal O Povo, Gildo se sentiu gratificado com a lembrança dos torcedores. “Fico feliz porque os elogios não mudaram com o passar do tempo. Até hoje tenho papos agradáveis com pessoas da época e até com gente que nem me viu jogar”. O ex-jogador aproveitou para elogiar o time. “Esse aí é um timaço. Fica difícil perder”, brinca.

O torcedor que viveu durante os anos 60 compreende bem a importância de Gildo para a história do Ceará. O atacante participou da campanha do Tricampeonato (1961/1963), além dos títulos do Norte-Nordeste de 1969 e do Estadual de 1971. “Dia desses um torcedor me mostrou um áudio dos gols da virada na decisão contra o Remo, em 69. Eu me emocionei”, conta.

O atacante pode ainda se orgulhar de ter sido o artilheiro dos campeonatos de 61 e 63. Foram muitas as atuações memoráveis de Gildo. A mais importante delas, no entanto, ele credita a uma falha adversária. Aconteceu no primeiro jogo da decisão do Estadual de 71. O jogo caminhava para um empate sem gols, quando o goleiro Cícero, do Fortaleza, bateu um tiro-de-meta na cabeça de Gildo. A bola surpreendentemente voltou para as redes tricolores, definindo a vitória do Ceará por 1 a 0. Nas duas partidas seguintes, as equipes empataram e o título ficou com o Vovô. “Com a força do impacto eu caí no chão e até hoje nunca vi aquele gol”, relata.

Gildo não poupa críticas aos jogadores de hoje, que não conseguem mais permanecer tanto tempo defendendo o mesmo clube. “O problema é que os atletas fazem contratos curtos, até de três meses. Isso possibilita que eles façam o pé-de-meia rapidamente, mas tira deles a oportunidade de se tornarem ídolos”.

por Francisco Rangel (Russas/CE)

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~ por CearáNews em março 10, 2008.

Uma resposta to “Eternos Ídolos: Gildo”

  1. devemos ajudar o gildo que passa por problemas fisicos e financeiros, devido sua condição de não poder mais trabalhar.
    ele foi nosso grande idolo e que tinha amor e respeito ao ceará. e hoje vive de forma muito humildo.
    que tal fazermos uma campanha e arrecadar fundos para ajudá-lo. ele quer demais uma cirurgia para corrigir um defeito no joelho que impossibilita de dirigir e se locomover.
    não precisa ser muito mais o dinheiro que arrecadarmos, ele já podia melhorar de condição.

    por favor torcida, vamos ajudar nosso idolo.

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