Castelão para melhorar tem que fechar um mês

“Precisaríamos fechar o Castelão por, no mínimo, um mês, para resolver os principais problemas, mas não podemos, pelo excesso de jogos”, diz Ferruccio

Com o Estádio Presidente Vargas interditado, todas as partidas do Campeonato Cearense de futebol se realizam no Castelão. Se por um lado, os clubes que disputam o Estadual ganham mais espaço, por outro, ficam evidenciados vários problemas do atual Gigante da Boa Vista que permanece ainda uma obra inacabada, desde o início de sua última grande reforma estrutural em 2002.

Todos os segmentos da comunidade esportiva local têm algum tipo de queixa com relação a esse equipamento esportivo, que tem o Governo do Estado como gestor de sua administração. As mazelas do estádio são identificadas de dentro para fora, a começar pelos que usufruem de suas instalações: o torcedor cearense.

O torcedor André Vinícius, morador do Conjunto Ceará, estudante e técnico em informática, costuma ir a todos os jogos do Fortaleza. Ele relatou que ao sentar nas cadeiras superiores sentiu que algo se despregava das mesmas, causando uma coceira intermitente durante quase todo o jogo. Idêntica constatação teve seu colega, Frank Carlos, também residente no Conjunto Ceará e técnico em informática. Ele disse que não adianta nem vestir camisa de manga longa, porque o frenesi caraterístico acaba penetrando a pele. Evaldo Riolo, que reside no Pici, igualmente repetiu a queixa. Relatos de banheiros sujos acrescentam-se aos outros, criando até um ambiente de protesto contra o único estádio aprovado e útil para o futebol da capital.

Dentro das quatro linhas, a reclamação é com relação à drenagem, que não está sendo suficiente para dar vazão à quantidade de água que está ficando empossada. Pedaços da grama estão se soltando, quando um atleta dá um carrinho. No jogo Ceará x Horizonte, sábado passado, o carro-maca foi proibido de entrar, para não atolar. Os maqueiros fizeram o trabalho como antigamente.

O secretário Ferruccio Feitosa, da Secretaria do Esporte, entende que está sendo alvo de críticas exageradas. Tanto ele, como o atual administrador do Castelão, coronel Mendonça, dizem que as fortes chuvas têm danificado o gramado do Castelão.

“É preciso que haja compreensão. Estou fazendo uma concessão ao futebol cearense que não tem estádio para jogar. Precisaríamos fechar o Castelão por, no mínimo, um mês, para resolver os principais problemas, mas não podemos, pelo excesso de jogos”, informou ele. Ferruccio disse ainda que está contratando uma empresa para verificar especificamente, o que há de errado com a drenagem e dessa forma, resolver o problema de uma vez. Ferruccio complementa que não tem faltado limpeza, antes e depois dos jogos, mas as depredações continuam soltas no local. No próximo dia 17, será concluída uma licitação, para contratar profissionais que cuidarão do estádio, em todos os setores.

Verdes Mares/Diário do Nordeste

~ por CearáNews em Abril 8, 2008.

Deixe um comentário